Que a Paz de Jesus Cristo Salvador e o Amor de Maria Santíssima estejam com você!

Região Pastoral 4 (RP4) da Arquidiocese de Botucatu.

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Discurso do Seminarista Matheus Godoi em sua Missa de Envio - 01/Fevereiro/2014

Padre Milton, mãe, pai, familiares, amigos e demais presentes: Boa Noite! Antes de começar o meu discurso de despedida, agradeço ao Ministério de Música que fez um belo trabalho hoje, a todos os envolvidos que se esforçaram para que este dia fosse especial para mim e à comunidade, também agradeço as homenagens feitas a mim nesta noite. Gostaria que todos guardassem esta frase: “Ide, sem medo, para servir.” Ide. Sem medo. Para servir.
Hoje, a Liturgia celebra a Apresentação do Senhor, o qual Maria e José levam o recém-nascido, o Menino Jesus, ao Templo para consagrá-lo a Deus. Era costume, tradição, levarem os filhos, pequenos, para apresentarem ao Pai. E hoje, posso dizer: a comunidade Nossa Senhora Aparecida traz um filho para apresentá-lo ao Senhor, como servo, humilde servo. Faço as palavras de Samuel as minhas: “Tu me chamaste, aqui estou. [...] Fala, que teu servo escuta.” (1Sm 3, 5.10).
Ide. Sem medo. Para servir. Alguém se lembra de onde tirei estas palavras? Da Missa de Envio da vigésima oitava Jornada Mundial da Juventude, a JMJ Rio 2013, 28 de Julho de 2013, praia de Copacabana. Foram estas palavras que o Santo Padre, o Papa Francisco, dizia com muita animação a mim e a mais de 3 milhões de jovens.
IDE. SEM MEDO. PARA SERVIR. Deus me chamava ali, me pedia para ir e anunciar o Evangelho a toda criatura. Aliás, é um convite a todos nós, batizados, pois nossa missão é evangelizar o irmão.
Jesus nos convida a sair, a ir ao encontro com o nosso próximo, com aquele que está excluído, afastado da Igreja. Eis o convite feito a nós: IDE.
Mas, muitas vezes, este convite de ir, sair de nosso conforto em busca do irmão perdido, nos traz certo receio, um medo. O pequeno Jeremias também tinha este medo quando o Senhor o chamou, pois ele se considerava novo, jovem para aquilo que Deus o havia preparado. E a resposta do Pai foi: “Não tenhas medo... pois estou contigo para defender-te.” (Jr 1,8). Meus irmãos e irmãs, acredite: Deus está comigo, está contigo, está com todos nós. Ele é o Pai amoroso do filho pródigo, o Bom Pastor da Ovelha Perdida, o Senhor dos discípulos de Emaús, nunca irá nos deixar sozinhos. Por isso: IDE, SEM MEDO.
Todos os cristãos são chamados a servir. Palavra esta que exprime o sentido de ajudar, de estar à disposição do outro, a serviço do próximo. Jesus veio ao mundo para servir e não para ser servido, como Ele mesmo nos diz no Evangelho de São Marcos. Esta é a nossa missão: servir. Missão confiada a nós por Deus que nos fala: “Ide, sem medo, para servir.”
Hoje, me despeço da Paróquia. Gostaria que meu singelo ato de dar o meu sim e aceitar o que Deus me pede seja uma motivação, um gancho a outros jovens, futuros jovens daqui da Paróquia, que ouçam a voz de Deus que ressoa como uma linda canção. Digo, com toda certeza: jovens não tenham medo de dar o seu sim ao chamado, pois, segundo o Papa, o melhor instrumento para evangelizar os jovens é outro jovem. Confie no Senhor e vá, que tudo dará certo. Quando digo jovens, não me refiro à idade, mas sim jovens de espírito, porque quando temos Deus em nosso coração, Ele nos torna jovens. Jovem de espírito que nos impulsiona a sair e levar a todos a Boa Nova. E como jovens devemos sempre dizer, como o Papa Francisco disse em sua homilia no Domingo de Ramos do ano passado: “é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência.” Não quero ser o último daqui da Comunidade que sai em busca do caminho que Deus preparou.  Que nasçam novas vocações: sacerdotais, religiosas e até mesmo matrimoniais.
Às vezes precisamos nos desapegar de algumas coisas, de renunciar outras, mas o Bom Pai disse: “todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.” (Mt 19,29)
Às vezes penso que como um
prematuro, nascido de seis meses, como eu, o qual a médica que iria cuidar de mim virou as costas e disse aos meus pais que eu iria morrer, que eu não tinha chances de sobrevivência; estou aqui, hoje, dando o meu sim. Isto eu chamo de plano de Deus. Deus tem um plano a cada um de nós, Ele faz o convite e espera uma resposta, um sim como Maria deu ao Anjo Gabriel; um sim como eu estou dando hoje. E qual é a sua resposta a esse convite, a esse chamado, ao plano que Deus tem a você?
Agradeço a Deus pelos pais e a família que me concedeu, os quais estiveram ao meu lado na decisão e me mostraram que a fonte inesgotável do Amor se encontra presente na Eucaristia, o Cristo Jesus. Agradeço a Deus pelo Pastor que colocou em meu caminho, o padre Milton, exemplo de sacerdote e santidade, que me direcionou e aconselhou durante esses anos. Agradeço a Deus por ter me concedido a graça de participar, quase 18 anos, de uma linda comunidade paroquial, onde conheci pessoas incríveis, cresci, aprendi e espero que eu tenha ensinado algo.
Vou feliz, confiante e com a certeza que Deus estará comigo nos momentos alegres e tristes, principalmente nas quedas, me ajudando a levantar e continuar o caminho. Não é fácil, mas não é impossível. Não me despeço com um adeus, mas sim com um até logo, até em breve. A paróquia estará sempre em minhas orações e eu, humildemente, conto com as orações de vocês. Obrigado por tudo que fizeram por mim. Um pedido: cuidem bem da Paróquia, a considero como minha segunda casa, e rezem pelo nosso padre, para que Deus continue derramando graças na vida dele. Tenham um abençoado e frutuoso ano e que a torre, que está sendo construída, seja sinal de que juntos podemos fazer grandes e boas obras. Obras que glorificam a Deus.
Termino meu discurso com a oração do humilde servo de Assis, São Francisco:
“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
 Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.”
Obrigado pela presença de todos! Que Deus abençoe todos vocês e que Maria, nossa Mãe, esteja sempre conosco, nos levando até seu Filho, Jesus. Amém?

Seminarista Matheus Godoi

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fraternidade: o amor ao próximo.

Em sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz (01 de Janeiro de 2014), o Papa Francisco, por várias vezes, destaca que a Fraternidade é o fundamento e o caminho para a paz. 


Segundo o Pontífice, todo filho de Deus tem uma vocação à fraternidade. Fraternidade, do latim frater, significa irmão, ou seja: todo filho de Deus tem vocação a ser irmão um do outro. Ser fraterno é ter uma boa relação, respeitar e, principalmente, amar o próximo.
Vocação esta que Caim rejeitou do Senhor, exemplifica o pontífice (cf. item 2, «Onde está o teu irmão?»). Mas, em Cristo Jesus, foi denominada como o mandamento maior: "Amais-vos uns aos outros, como eu vos amo. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos." (cf. Jo 15, 12-13).
Com isso, podemos nos perguntar: estamos nos parecendo com um Caim, que rejeitou esse chamado a fraternidade, o qual, tratamos os outros como meros "descartáveis", sugando-os para as nossas próprias necessidades? Ou estamos seguindo aquilo que Jesus nos pediu: amar o próximo, ajudando-o sempre que necessitar?
Não podemos permitir que as coisas mundanas nos alienem, nos influenciem, onde o ter é mais importante que o ser, onde para se ter benefício próprio é preciso explorar o próximo. Só em um mundo onde o amor fala mais alto, o qual todos somos irmãos, em Deus, podemos ter paz e alegria.
O Papa conclui dizendo que "Há necessidade que a fraternidade seja descoberta, amada, experimentada, anunciada e testemunhada; mas só o amor dado por Deus é que nos permite acolher e viver plenamente a fraternidade." (cf. item 10, Conclusão).
Peçamos a Virgem Maria que ela interceda por nós, pedindo a teu Filho, Jesus, que nos ensine a sermos fraternos uns com os outros e que neste ano que está para se iniciar sejam derramados bênçãos sobre nós e em nossas famílias.
Desde já, desejo um ano de grandes graças a todos. Que o Espírito Santo esteja sempre presente em suas vidas, guiando-os no caminho do amor, da paz e da fraternidade. Abençoado 2014!

Matheus Godoi, seminarista.

OBS.:
Caso queira ler a mensagem do Papa Francisco, por ocasião da celebração do XLVII Dia Mundial da Paz (01/Janeiro/2014), clique aqui.